5.04.2012

MEU PARCEIRO DE REGGAE



Afonso Filho ( afonsinho)
Hoje procurei alguma matéria interessante para escrever no meu blog, pensei em matérias politicas me senti meu desestimulo, tenho alguns artigos de opinião sobre temas mais complexos, achei meio carregado para um fim de semana. Então me bateu aquela nostalgia, lembranças de um tempo em que eu e meu parceiro de reggae, meu irmão e camarada AFONSO ARLINSON RIBEIRO DA SILVA FILHO, o Afonsiho, curtimos altas viagens ao som de Edson Gomes, Bob Marley, Cidade Negra, Tribo de Jah, Peter Tosh entre outros. Lembro-me que o barato era um comprar o CD que o outro não tinha pra tá mostrando as novidades, bem como, as roupas que era o mesmo manequim e estilo.
Então, coloquei um reggae de Bob e comecei a seguir seu conselho, quando ele diz que o reggae não é só pra sentir, mas também pra se sentir, pois que não senti não consegue embarcar nessa viagem prazerosa que é o reggae. Dessa viagem sai uma pequena reflexão sobre esse ritmo tão contagiante para se ouvir, além de exuberante na forma de dançar, trazendo um breve relato de suas origens e evolução.
Um dia aquele que talvez seja uma das maiores expressão do REGGAE (Bob Marley), bem como, o responsável pela sua evolução diz que o reggae não é só pra se ouvir, mas também pra sentir. Pois é, que não sente o reggae não compreende viagem maravilhosa desse gênero musical que tem suas origens na Jamaica e alcançando seu auge na década de 1970, quando se espalhou pelo mundo. É uma mistura de vários estilos e gêneros musicais: música folclórica da Jamaica, ritmos africanos, ska e calipso. Apresenta um ritmo dançante e suave, porém com uma batida bem característica. A guitarra, o contrabaixo e a bateria são os instrumentos musicais mais utilizados.
Hoje temos vários ritmos, entre eles o mais popular da atualidade é o FANK, principalmente o produzido no Rio de Janeiro, com letras que trata da sensualidade a sexualidade, as vezes se perde na apologia ao crime. Contudo, respeitando a diversidade e compreendendo que a juventude hoje, se manifesta mais nas atitudes corporais do que em convicções de ideais, respeitando ainda o direito a liberdade de expressão é doido ouvir musicas com letras como “ quica na latinha”, “um tapinha não dói”, aado, aado, cada um no seu quadrado”, “ mão na cabeça mão na cocota, mão na cabeça mão na cocota”. Se for um forma de protestar ou de mostrar rebeldia, não vejo possibilidade nenhuma de se alterar  situação social de injustiça ai posta. Na minha humilde opinião, percebo apenas uma forma depreciativa e vulgar de tratar o sexo feminino, bem como, uma forma dessa geração fugir de lutas históricas contra mazelas que consome nossos jovens todos os dias, como as drogas, educação precária, falta de trabalho, que são substituídos por pão e circulo.
Já as letras e musicas do reggae, tratam de sonhos  e esperanças falando de questões sociais, principalmente as de interesses dos grupos desfavorecidos e das minorias, denunciando todo tipo de preconceito e descriminação social e preconceito racial, além de reforçar e pavimentar um caminha que concretize a tolerância religiosa, a paz, o amor e a liberdade. O reggae recebeu, em suas origens, uma forte influência do movimento rastafári, que defende a idéia de que os afros descendentes devem ascender e superar as situações adversas através do engajamento político e espiritual.

Vejo um forte elo entre a filosofia do reggae e a proposta ideológica dos partidos socialista, principalmente do Partido dos Trabalhadores (PT), visivelmente nas ações governamentais que visem inclusão social plena, reparação racial como uma divida histórica para com as comunidades afrodescendentes, sem mencionar a distribuição de renda, valorização dos povos tradicionais, ente outros temas. Pois no PT o que sobressai são os sonhos do coletivo e não as personalidades em si.
Finalizando com Bob Marley, certa vez afirmou, "Às Vezes construímos sonhos em cima de grandes pessoas... O tempo passa... e descobrimos que grandes mesmo eram os sonhos e as pessoas pequenas demais para torná-los reais!" (Bob Marley). Existem coisas e pessoas que jamais voltarão, mas continuarão presentes em nossas vidas, nos inspirando nossos sonhos e alimentando nossas esperanças, MEU PARCEIRO DE REGGAE É UM DELES. A PAZ DE JAH PRA VOCÊ MEU VELHO.

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