1.31.2026

UMA ANALISE DA CONJUNTURA POLITICA NACIONAL E SUAS POSSIBILIDADES




Nesse artigo eu faço uma análise da conjuntura política nacional, abordando três eixos: qual a possibilidade concreta de reeleição do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Abordo o fator Kassab com a filiação de três presidenciáveis ao PSD e suas futuras articulações, bem como, o dilema do Centrão (PP, REPUBLICANOS E UNIÃO BRASIL) em antecipar uma possível neutralidade ao PSD ou aderir de vez a candidatura de Flavio Bolsonaro. É clara que em meio a tudo isso, será mostrada a consolidação da candidatura do campo bolsonarista, do Senador Flavio Bolsonaro.

De antemão, que deixar claro que esse é um artigo de percepções subjetiva, com base nas pesquisas mais recente e com resultados aproximados, além de muita leitura e acompanhamento dos noticiários das movimentação políticas. Porém, não que dizer que as leituras feitas aqui não tenham validade, pois a pesquisas são retratos de momentos muitas vezes transitórios e voláteis, é preciso esta atento a fatos e conjecturas sensíveis que muitas vezes são mais permanentes e duradouras.

Então vamos começar pela pergunta que faz bastante sentido no contexto político brasileiro. Com a ausência de candidatos competitivos do centro, a exemplo do pleito passado, como Ciro Gomes, Simone Tebet, há chances de uma reeleição do Presidente Lula já no primeiro turno? Sem esse de centro, seja os três presidenciáveis o PSD ou do PP/UNIÃO BRASIL, a resposta é contundente, sim, as chances de Lula vencer no primeiro turno aumentam significativamente, por alguns motivos chaves que vou abordar de forma objetiva.

 

O primeiro motivo seria a concentração do voto “anti-Bolsonaro”. Em cenários sem centro forte, o eleitorado tende a se polarizar. Parte relevante do eleitor que poderia votar em nomes de centro acaba migrando para Lula como voto útil, para encerrar a disputa logo no primeiro turno.

O segundo motivo está a uma Base eleitoral consolidada do Lula. Lula costuma partir de um patamar alto de intenção de votos, especialmente, no Nordeste, entre eleitores de baixa renda e entre eleitores que avaliam positivamente seus governos passados. Sem candidaturas competitivas drenando votos desse campo, ele se aproxima mais facilmente dos 50% + 1 dos votos válidos.

 O terceiro motivo está relacionado a possível fragmentação da direita. Se o campo à direita estiver dividido (Bolsonaro + eventuais candidaturas menores), isso facilita ainda mais uma vitória no primeiro turno. Mesmo uma direita relativamente coesa, sem um centro forte, já ajuda Lula.

Por fim um quarto motivo, é o histórico recente ajuda a entender as razões apresentadas até aqui. Em 2022, mesmo com Tebet e Ciro na disputa, Lula venceu o primeiro turno com cerca de 48% dos votos válidos, ficando muito perto de liquidar a eleição ali. Sem eles, parte relevante desses votos tenderia a migrar para Lula.

 

Então, em termos práticos poderíamos fazer um seguinte resumo: Com centro fraco ou inexistente: chances reais e altas de vitória no 1º turno: Com direita fragmentada, chances ainda maiores. Com direita unificada e campanha forte, Lula ainda pode ganhar, mas o 2º turno fica mais provável. A ausência de candidatos competitivos de centro é um dos principais fatores que poderiam levar Lula a ganhar no primeiro turno, desde que o cenário econômico e político não se deteriore muito até a eleição, esses são algumas das conjecturas sensíveis de que falamos no início do artigo

 

Com base nessa análise e alguns dados de 04 pesquisas mais recente de institutos diferentes, vou me arriscar a apresentar alguns cenários de forma hipotética, sempre considerando conjecturas sensíveis como economia, pauta do congresso, movimentações politicas e outros fatores que anoitei, só pra deixar a lógica eleitoral bem concreta. Para isso, vou usar percentuais aproximados de votos válidos pra facilitar a visualização.

 CENÁRIO 1 — Direita fragmentada + centro fraco: situação mais favorável para Lula. Para isso, precisamos considerar o seguinte contexto:

Hipóteses

·                 Flavio Bolsonaro ou nome da direita forte, mas sem alianças amplas

·                 Centro irrelevante (candidatos < 5%)

·                 Economia “ok” ou levemente positiva

Nesse contexto teríamos a seguinte distribuição:

·                 Lula: 50–53%

·                 Direita principal: 35–38%

·                 Outros: 7–10%

 Esse é o cenário clássico de “voto útil”: eleitores de centro e centro-esquerda migram para Lula para evitar segundo turno, favorecendo uma vitória de Lula já no 1º turno

 CENÁRIO 2 — Direita unida + centro fraco: cenário mais competitivo

Hipóteses

·                 Um nome único da direita (Flavio Bolsonaro)

·                 Centro inexistente

·                 Economia neutra

·                 Economia “ok” ou levemente positiva

Nesse contexto teríamos a seguinte distribuição típica

·                 Lula: 47–49%

·                 Direita unificada: 41–44%

·                 Outros: 7–9%

Lula pode ganhar no 1º turno por pouco, ou a eleição vai para o 2º turno por margem mínima, disputa no limite. Esse é o cenário mais “no fio da navalha”.

 CENÁRIO 3 — Direita unida + economia ruim: desfavorável ao Lula

Hipóteses

·                 Crise econômica, inflação alta ou desgaste forte do governo

·                 Direita com discurso econômico organizado

Distribuição típica

·                 Lula: 44–46%

·                 Direita: 44–46%

·                 Outros: 8–10%

Esse é o pior cenário para o governo, porque o segundo turno é certo, pois nesse contexto, parte do eleitor pragmático segura o voto ou migra para a direita, é tudo que o centrão quer, para pôr em pratica seu pragmatismo em ambas a frentes com composições regionais.

 CENÁRIO 4 — Centro competitivo semelhante a comparação histórica das eleições do tipo 2018 e 2022.

Resultado

·                 Centro com 10–15% dos votos (Ciro, Tebet, Marina)

Distribuição típica

·                 Lula: 43–48%

·                 Direita: 35–40%

·                 Centro: 10–15%

Resultaria em 2º turno, basicamente ao que aconteceu em 2022, Lula ganhou, mas o centro “segurou” o 1º turno.

então a síntese dessa primeira parte da análise do artigo pode ser definida nas seguintes situações e chances relacionadas a elas de vitória de Lula no 1º turno: Centro fraco + direita fragmentada – chance alta; Centro fraco + direita unida – chance media; Economia ruim – chance baixa; Centro forte – chance muito baixa da eleição ser definida no 1º turno.

Passando para a segunda parte do artigo, vamos analisar o fator KASS
AB, um dos maiores operador da política brasileira, gostem ou não dele.  Nos últimos dias ele produziu a o fato mais impactante da política nacional, consegui filiar em uma só legenda (PSD) os três principais candidato do centro. Contudo, esse movimento deixou no ar muitas perguntas sobre o futuro desdobramento e impactos nas movimentações de cada campo politico. Portanto leitor, vamos buscar
destrinchando o manual Kassabista de sobrevivência e maximização de poder, porque há lógica estratégica bem clara por trás de cada hipótese.

A lógica central de Kassab é ter o máximo de opções sobre o seu controle, por isso, ele trouxe para o PSD os principais pré-candidatos de centro, para trabalhar com três objetivos simultâneos: 1º não fechar porta cedo demais; 2º evitar rachaduras internas; 3º usar os nomes nacionais como moeda de negociação, não necessariamente como candidaturas reais. Para Kassab, ter presidenciáveis é mais importante do que lançá-los. pois eles servem para aumentar poder de barganha nacional, proteger o partido em negociações regionais e justificar neutralidade formal no 1º turno. não atoa ele já começou dialogar com outros campos e, a primeira agenda será com o Presidente Lula.

A chance de lançar Ratinho Jr. e isolar a legenda, com possibilidade de reduzir a bancada em 2026, é bastante remota, é justamente o cenário que Kassab quer evitar, pois uma candidatura presidencial “pura” do PSD nacionaliza a eleição, o que obriga deputados e senadores a se posicionarem. Isso levaria a quebra acordos regionais, especialmente com Lula no Nordeste e com bolsonarista no Sul/Centro-Oeste. Nesse contexto, existe um risco direto e real de redução da bancada, justamente o que é inaceitável para Kassab. Ele pensa o partido de baixo para cima (Congresso → governos → Planalto), nunca o contrário.

O lançamento da candidatura própria com Ratinho Jr. só faria sentido se ele estivesse muito bem nas pesquisas (20%+), ou se fosse parte de um acordo maior (ex.: segundo turno garantido + compromisso de bancada) e hoje isso parece improvável.

é fato que Kassab é uma incógnita, e mesmo contrariando a analise exposta acima, ele pode sim, lançar um dos três para ajudar Flávio Bolsonaro e forçar um 2º turno. Porém, ele faria um segundo movimento, liberando acordos regionais pró Lula, um candidato “nem Lula, nem Flavio Bolsonaro”. Tiraria votos de Lula no sul/Sudeste, reduzindo, reduzindo as chances de vitória no 1º turno e ao mesmo tempo, o PSD liberaria diretórios regionais para apoiar Lula, mantendo as  portas abertas com o bolsonarismo para o 2º turno. Desse modo Kassab ficaria de bem com Lula numa governabilidade futura, de bem com Flávio num equilíbrio institucional e de bem com o mercado, repassando a imagem de moderador. Para isso,  no 1º turno o PSD teria que adotar uma postura agressiva, desgastando o governo e deslocando do bolsonarismo, o que poderia comprometer o poder de barganha.

portando a logica que tem mais chance de ser colocada em pratica e que mais combina com o DNA do PSD, é fortalece o Senado onde Kassab gosta de atuar, evitando a nacionalização excessiva, permitindo acordos regionais assimétricos, com seguinte raciocínio: o PSD com Lula num estado, PSD com bolsonaristas em outro e PSD com centro local em outro. Assim resultaria em uma bancada maior, partido indispensável no Congresso; presença garantida em qualquer governo eleito. Pois Kassab sempre prefere menos holofote e mais poder real.

Na última hipótese e pouco provável, no que diz Kassab e o PSD, seria a possibilidade de indicar um dos três como vice, a qualquer um dos candidatos já consolidado. Porém, mesmo com possibilidades remotas, mas se acontecer, essa pode ser uma das cartas mais fortes do baralho.

Nesse cenário, as probabilidades de uma composição com Lula, o vice do PSD tem que moderado palatável, que agrada mercado e sinaliza frente ampla, reduzindo a resistência no Sul/Sudeste, o que define as características de Eduardo Leite com chances reais, especialmente se Lula quiser ampliar margem no Sul e Sudeste. No caso de pender a direita, o vice do PSD ajudaria a “desradicalizar” a chapa de Flavio Bolsonaro, ampliando pontes institucionais e daria ao PSD influência direta no Planalto. Kassab adora vice porque dá poder sem desgaste, preserva bancada e garante acesso ao núcleo do governo.

A conclusão é que Kassab não joga para ganhar a Presidência. Ele joga para ganhar o sistema. Portanto, dentro da lógica Kassabista de pensar e agir, a candidatura a presidência de de Ronaldo Caiado já era, resta a ele o senado de Goiás, lançando sua esposa a Deputada Federal.

 Contudo o centro não é não apenas Kassab e o PSD, portanto, para um cenário de conjuntura mais preciso, precisamos analisar o comportamento sistêmico do Centrão. Sempre deixando claro aqui que se trata de cenários hipotéticos, partindo da premissa  da candidatura única de Lula no campo da esquerda, levando em consideração as possíveis movimentações de Kassab /PSD, mas a consolidação do campo bolsonarista, com o nome de Flávio ganhado tração.

Uma candidatura do PP/UNIÃO BRASIL é pouco provável, e isso é fato, pois Centrão não gosta de candidatura presidencial “de verdade, pelas mesmas razões do PSD, pois nacionaliza a eleição, obriga alinhamento ideológico, quebra acordos regionais e reduz eficiência eleitoral no Congresso. Quando o Centrão lança candidato, geralmente é balão de ensaio, como instrumento de pressão sobre os polos. Não se vê nessa Federação, que perdeu Ronaldo Caiado, pré-candidato com pré-requisitos; a começar com dois dígitos a disputa, que unifica PP + UB + Republicanos e garanta compensação clara em bancada e ministérios. Hoje, isso parece improvável, pois o custo é maior que o benefício.

O caminho mais provável é a opção pela neutralidade como estratégia de barganha e focar em bancada, principalmente quando há a chance de uma polarização forte, com dois polos competitivos e risco de vitória no 1º turno de um deles. Assim, se libera acordos estaduais assimétricos; maximiza votos para deputado e senador; permite negociação com quem vencer e evita “apostar errado”. Na visão de seus articuladores (Ciro e Rueda), neutralidade não é passividade é barganha permanente. Desse modo, eles apoiam Lula em estados do Nordeste; apoia a direita no Sul/Centro-Oeste; e ficar neutros onde isso maximize bancada.

Contudo o Centrão vive um dilema num  jogo de xadrez silencioso com Kassab/ PSD, que é não perder o time numa tomada de decisão pela neutralidade ou lançar candidatura própria, pois qualquer movimento errado ou de forma tardia, compromete todo planejamento estratégico na busca de protagonismo.

Sim, e esse ponto é muito perspicaz, pois á um risco real para PP, UB e Republicanos, se Kassab chegar primeiro ao discurso de “moderação responsável” e ocupar o centro institucional, nesse caso, ele virar o principal fiador da governabilidade futura. Para evitar isso, o Centrão ( Artur Lira, Ciro Nogueira, Marcos Pereira e Hugo Mota) pode anunciar neutralidade cedo, apoderando da agenda do Congresso e se vender como poder moderador nacional, puxando protagonismo regional antes do PSD, criando uma competição silenciosa, para ver quem chega primeiro como fiador do sistema.

Mas existe outro dilema existencial do centrão, ele está dividido em duas almas: uma alma eleitoral regional que quer neutralidade e outra alma ideológica / identitária → quer lado, sobretudo na direita bolsonarista. Exemplos claros são que Republicanos tem vínculos fortes com bolsonarismo; já parte do PP depende de alinhamento conservador e o União Brasil é internamente fragmentado. Isso torna a neutralidade informal mais provável que a formal, sem anúncio nacional; com liberdade total nos estados e com discurso de que “cada diretório decide por si”.

Aguardemos cenas das próximas movimentações. e em breve farei uma analise de conjuntura estadual.

1.27.2026

O preconceito por trás dos programas sociais: Falta sentimento e sobra ressentimento

 

Os programas sociais são um mecanismo essencial para a dignidade a vida humana, pois cria uma malha de proteção aos mais vulneráveis. Iniciativas como o Bolsa Família, um dos programas sociais mais importantes do Brasil, criado para ajudar famílias em situação de pobreza e extrema pobreza e é reconhecido mundialmente como modelo de combate a fome. Mesmo assim, ele é alvo de muitos preconceitos e julgamentos. Muitas pessoas afirmam, sem conhecer a realidade, que quem recebe o benefício é “preguiçoso” ou “não quer trabalhar”. Essas falas ignoram as dificuldades reais enfrentadas por milhões de brasileiros.

 Em várias comunidades, mães e pais dependem do Bolsa Família para garantir o básico: comida, material escolar e remédios. O valor recebido não é alto, mas faz diferença para quem não tem renda fixa ou enfrenta o desemprego. Ainda assim, essas famílias sofrem discriminação, como se fossem culpadas por sua própria situação. São ressentimentos de pessoas que são abastadas e gastam esses valores apena em uma noitada com vinhos caros.

 O preconceito também aparece nas redes sociais e em conversas do dia a dia, onde o programa é tratado como “gasto inútil” ou “esmola”. Poucos sabem que, para continuar recebendo o benefício, as famílias precisam manter as crianças na escola e com a vacinação em dia. Ou seja, o Bolsa Família não apenas ajuda financeiramente, mas também incentiva a educação e a saúde. Em função da força de manipulação da redes sociais e mutas vezes pela própria imprensa, que tem a obrigação de informar, é comum vermos jovens que crescer ajudado pelo Bolsa Família, frequentou a escola nos ônibus do Programa a Caminho da Escola, Mora em habitação do Minha Casa Minha Vida, republicando vídeos e falas de cunho preconceituoso contra essas políticas.

 Esse tipo de julgamento reforça desigualdades e cria barreiras para quem já vive em situação difícil. Em vez de preconceito, é necessário empatia. Programas sociais existem para reduzir a pobreza e oferecer dignidade, não retira direitos e nem vagas de ninguém, essas políticas apenas iguala as oportunidades. Combater a desinformação e respeitar quem precisa de apoio é um passo importante para uma sociedade mais justa.

 Em contra partida, é comum ver por parte daqueles que atacam constantemente políticas sociais, manter uma postura de complacência, sem questionar os auxílios e privilégios recebidos por pessoas que já ganham super salários. Isso revela uma grande contradição na sociedade: o problema nunca é o dinheiro em si, mas quem recebe. Se forem sinceros e fizer uma pesquisa rápida em qualquer aplicativo de Inteligência Artificial- IA, irão perceber que os incentivos concedidos a juros baixos o zero a indústria e ao agro, são infinitamente maiores.

 Essas críticas permeiam toda sociedade, perpassando das pessoas mais pobres a mais ricas, negros e outros grupos de minorias, que compram e defendem o discurso de uma leite oligárquica. Uma elite econômica e política, que controla grande parte da mídia e das narrativas públicas, costuma apresentar os programas sociais como “gasto excessivo” ou “dependência”. Ao mesmo tempo, silenciam sobre os auxílios milionários, isenções fiscais, pensões especiais e benefícios extras pagos a quem já tem renda muito acima da média da população.

Muitas pessoas acabam repetindo esse discurso sem perceber que estão sendo manipuladas. Em vez de questionar quem concentra riquezas, elas passam a atacar quem recebe pouco para sobreviver. Assim, a culpa pela crise econômica é jogada nos mais pobres, enquanto os verdadeiros privilégios permanecem intocados.

Esse tipo de narrativa divide a sociedade: pobres contra pobres, trabalhadores contra trabalhadores. Enquanto isso, os grandes benefícios concedidos a altos cargos seguem invisíveis, protegidos por leis feitas pela própria elite.

Refletir sobre isso é essencial. A verdadeira injustiça não está em ajudar quem passa fome, mas em sustentar privilégios para poucos enquanto milhões lutam para sobreviver. Questionar essas diferenças é o primeiro passo para uma sociedade mais justa e consciente.

 É muito difícil colocar toda minha indignação no papel, com esse comportamento covarde, cruel e desmano daqueles que ganham tanto e tentam tirar de que quase não tem nada. Por isso, resolvi acrescentar esse belo poemas de Mauricio Rufino, com palavras cruas de duras com a realidade de muitos brasileiros e brasileiras, quando ele diz:

 Aos meus filhos, Danone - Aos filhos dos outros, a fome.

Aos meus filhos, compaixão - Aos filhos dos outros, o lixão.

Aos meus filhos, amor - Aos filhos dos outros, a dor.

Aos meus filhos, a ceia - Aos filhos dos outros, cadeia.

Aos meus filhos, beleza - Aos filhos dos outros, pobreza.

Aos meus filhos, a sorte - Aos filhos dos outros, a morte.

Aos meus filhos, faculdade - Aos filhos dos outros, dificuldade.

Aos meus filhos, educação - Aos filhos dos outros, execução.

Aos meus filhos, proteção - Aos filhos dos outros, prostituição

Aos meus filhos, meritocracia - os filhos dos outros, burocracia.

Aos meus filhos, herança - Aos filhos dos outros, cobrança.

Aos meus filhos, comoção e justiça paternal - Aos filhos dos "outros", redução da maioridade penal."



 

1.26.2026

Não basta apenas ter posição, é preciso ação. Ver, analisar e agir


      Após um bom período sem escrever para meu blog, por opção e em função de alguns projetos que me consumiu bastante tempo, estou retornando, sobretudo, pela importância do ano de 2026 para a continuidade e fortalecimento da democracia. Com a força que as redes sociais ganhou nos últimos anos em relação as pautas politicas, sentir a necessidade de se fazer o debate politico em ano eleitoral. Pois as informação, ainda que fake news, molda grande parte da opinião publica, trazer luz ao debate contribui para a formação coletiva e consciente.

    Portanto, não basta ter só posicionamento, é preciso agir, pois segundo o socialista francês Louis Althusser não há leituras inocentes, posto que toda interpretação de temas e fatos que cercam nossa realidade, esta inevitavelmente relacionada ao posicionamento de classe, a perspectiva político-ideológico, aos interesses materiais e aos condicionantes culturais no qual o interprete está inserido.  

    Contudo, como progressista convicto que sou, admito que sou réu confesso por disseminar o pensamento e as experiências  socialistas, por acreditar que os governos progressistas alinhados a essa perspectiva foram os que mais promoveram a reparação, afirmação e inclusão social para grande parte de nossa sociedade que sempre viveu a margem das políticas de estado, além de criar uma malha de proteção social para grupos minoritários, excluídos historicamente por um sistema neoliberal de produção capitalista, sistema este que jamais conseguirá conviver com um estado de democrático pleno.

   Pois só as políticas públicas forjadas nas lutas de classe e que nasceram dos anseios de vários grupos de excluídos, elaboradas pelos partidos que mais representa o pensamento socialista e progressista deste País serão capaz de dar essa resposta. Esses movimentos elegeram pessoas e criaram lideres oriundos de militâncias que lhes possibilitaram um VER a realidade mediante uma análise de conjuntura mais próxima do concreto e não apenas do teórico, um JULGAR a partir de um ponto de vista mais qualificado, considerando a política do mais amplo aspecto e dimensões diversas, além, de um AGIR com base num estado de bem estar coletivo, para todo o país e todos os segmentos sociais e não apenas para um terço da população, como antes e como se projeta para um futuro próximo. 

   Por isso, sempre procurei escrever meus sonhos e ideologias nessa linha de raciocínio e, por mais que muitos digam que as utopias são coisas do passado, sempre continuarei persistindo nesse ideal, pois acredito que sem elas não é possível uma vida social digna.  E ainda sim, mesmo diante das agressões gratuitas sofridas por parte daqueles que tenta criminalizar os movimentos sociais, as centrais sindicais e os  partido progressistas, sempre adotarei a máxima de Cheguevara: “prefiro morrer de pé do que viver ajoelhado”, sempre vou revigorar minhas convicções no  pensamento de Maximiano Cerezo, quando ele afirma que ante a velha política, decepcionante e decadente, brota uma nova visão, disposta a ecoar o sonho da utopia eterna e renovada, a medida que os sonhos se realimentam. 

    Mesmo com o aumento do desencanto ante a política neoliberal, devemos reivindicar o direito de seguimos sonhando com uma pratica política revolucionária que abra espaço para a participação popular, isso exige, uma análise constante do impacto de tais políticas em nosso dia a dia. Principalmente, da revolução que vem sofrendo os meios de comunicação, com o engajamento nas redes sociais e o protagonismo do sul global, que desperta a fúria do imperialismo norte americano, que quebra todo multilateralismo construído ao longo de décadas e rasga todos os tratados do direito internacional.

   Com o retorno de Luís Inácio Lula da Silva a Presidência da República, o Brasil ganhou protagonismo internacional, se consolidando com potencia regional, incomodando e sendo alvo do grande capital. Essa será uma luta constante, pois o continente sul-americano, ainda hoje, tem uma elite social tradicional, que são herdeiros dos conquistadores e colonizadores, que em sua maioria são donos dos grandes latifúndios, meios de comunicação, dentre muitos outros conglomerados econômico e industrial, que tentam a todo custo manter a dependência neocolonialista da política imperialista norte americana, como garantia de perpetuar seus velhos e populosos privilégios.

   Essa elite colonialista e a classe politica vassala, não se importa com o investimento em ciências tecnológicas, na indústria e muito menos com a educação, preferem continuar exportando matérias primas, principalmente produtos agrícolas e minérios, em contrapartida, continua abastecendo o mercado interno com importação de produtos industriais, com valores agregados, provenientes desses países como uma forma compensatória por tentar mantê-los no poder, a exemplo do que aconteceu na Venezuela o ditos patriotas clamam por intervenção dos EUA em nosso país, para manterem seus interesses hoje representados pela extrema direita e companhia.

    Doravante, nas últimas duas décadas iniciou-se uma resistência dos movimentos populares e progressistas em relação à política expansionista norte americana, principalmente, quando este opôs a criação da Área de Livre Comercio das Américas (ALCA), que teve na implantação do MERCOSUL e na ascensão de LULA ao poder seus principais obstáculos. Essa organização de massas representou o balão de ensaio para um projeto autônomo e progressista para a América Latina, que agora sofre um processo de sufocamento, com o posicionamento tendencioso de uma imprensa golpista, que sempre procura marginalizar e criminalizar os movimentos de bases e agora os partidos progressistas, pois esses grupos construíram políticas embrionários que vem dando origem a um novo projeto para os povos latino-americanos e para o sul global

   Nesse processo, a ascensão o Presidente LULA e outras lideranças do sul global de países com a China, a Rússia, Índia, África, Indonésia entre outros, significa um divisor de águas na resistência ao imperialismo americano, bem como uma ameaça, pois essas lideranças através de seu carisma e a implementação de políticas de reparação e afirmação social, despertou um sentimento de resistência e pertence ao povo do hemisfério sul. Não à toa, e sobre tudo na América Latina elas foram uma a uma sendo caçada, presa e correram e ainda correm risco eminente de vida. Mas toda resistência e organização dos movimentos populares de massa tem um significado não apenas emblemáticos, mas práticos. Porém, a direita reacionária, financiada pelo capital estrangeiro tem avançado novamente no continente.

     Todo esse movimento causa uma forte reação das forças conservadores e reacionárias, que gritam de forma raivosa e preconceituosa, acusando nossos líderes de populistas por promoverem à inclusão social e o combate à fome. Mas isso ocorre, porque as elites latino-americanas têm observado que esse revés que vinha sofrendo os Estados Unidos da América no continente sul-americano e no plano global na disputa com a China, debilitará essa classe colonialista e abrirá espaço para os movimentos sociais e governos progressistas. Portanto se você se identifica com esse movimento e se sente indignado com a imposição dessas políticas que expropria o trabalhador e explora as pessoas, seja um ativista do projeto LULA PELA DEMOCRACIA 2026

POR QUE OS PROFESSORES NÃO VÃO PAGAR MAIS IMPOSTO DE RENDA COM O NOVO PISO DO MAGISTÉRIO.

Nesses tempos de lacração nas redes sociais, rola um confusão proposital nas redes sociais de que o governo aumentou o piso do magistério acima de R$ 5.0000,00 pra cobrar IR. então, vou te explicar de forma clara e simples por que os professores não vão pagar mais Imposto de Renda (IR) por causa do aumento do novo piso do magistério, além de mostrar como ficou a nova tabela do IR em 2026 no Brasil.

 

Já é de conhecimento de muitos, que a reforma do Imposto de Renda (Lei nº 15.270/2025) ampliou a faixa isenta do IR, zerando para muitos essa cobrança e reduziu para outros os tributos para quem ganha rendas intermediárias, tornando o imposto progressivo, ou seja, quem ganha mais, vai pagar proporcional a sua renda, o que é justo, tributando a renda e não o consumo. Com as novas regras, muitos contribuintes passarão a pagar menos ou deixam de pagar IR – entre eles em grande parte dos professores. Um professor que recebia piso de cerca de R$ 4.867,77 pagava cerca de R$ 283,14 por mês de imposto em 2025.

 

Já com piso de R$ 5.130,63 em 2026, o mesmo profissional passaria a pagar aproximadamente R$ 46,78 por mês ou nada dependendo das deduções. Contudo, a valor do piso R$ 5.130,63 é o valor bruto, se considerarmos que o IR é tributado em cima do valor liquido, esses professores serão isentos e terão o desconto zerado. Isso porque após o desconto da contribuição previdenciária que é de 14% pra essa faixa, o que daria algo em torno de R$ 718,28 (5.130,63 - 717,28 = 4.412,35) esse valor liquido reposiciona os professores que recebem o Piso a baixo dos R$ 5.000,00, zerando a cobrança do Imposto sobre sua renda. Além da dedução do imposto do INNS, a cada filho menor cadastrado como dependente, o contribuinte pode deduzir R$ 190,00 por dependente.

 

Conclusão: O aumento salarial não causa um aumento real no IR; ao contrário, a maior parte dos professores terão o imposto zerado, e muitos, mesmo que recebam acima dos R$ 5.000,0 e abaixo de R$ 7.350,00 terão a tributação reduzida. Pois a cobrança será progressiva, da seguinte maneira: acima de R$ 7.350 a tabela progressiva atual será aplicada, com alíquotas de 7,5%, 15%, 22,5% e 27,5%. Exemplos: R$ 5.500: Desconto de 75% no IR, passando de R$ 436,79 para R$ 203,13 - R$ 6.000: Desconto de 50%, de R$ 574,29 para R$ 417,85 - R$ 7.000, sem desconto, imposto de R$ 849,29.

 

PURA FAKE NEWS

6.03.2022

Colômbia e Ucrânia no contexto global

Gustavo Petro/ candidato de esquerda da Colômbia
Volodymyr Zelensky/ Presidente da Ucrancia

 
Estamos diante de um dos momentos dos mais importantes na história recente da América Latina e do mundo. As eleições para presidente na Colômbia podem, pela primeira vez, levar uma chapa de esquerda ao governo já o confronto na Ucrânia pode
deflagrar a terceira guerra mundial. 

O segundo turno confirmou o favoritismo da candidatura de Gustavo Petro/Francia Márquez, da experiência do Pacto Histórico, que merece ser acompanhada pelas forças de esquerda com olhar atento. 

No contexto global, a Colômbia tem sido usada como cabeça de ponte pelo governo dos EUA, por décadas, entre outras questões, para pressionar o governo bolivariano na Venezuela, país vizinho.

Acontecimentos violentos, provocados por grupos armados colombianos na fronteira com a Venezuela, tentam há anos atrair o governo venezuelano de Nicolás Maduro para uma guerra semelhante àquela que a Otan tem provocado na fronteira entre a Rússia e Ucrânia, descreve o site Opera Mundi.

Esta análise aponta o fato de que a fronteira entre os dois países caribenhos é uma região importante devido à biodiversidade e recursos naturais. Sabe-se também que fábricas venezuelanas em território colombiano já foram “desapropriadas”, em anos recentes, no marco dessa guerra surda e suja. 

Inclusive uma equipe do exército colombiano viaja à Europa para capacitar soldados ucranianos em técnicas de remoção de minas terrestres –, reforçando o interesse do governo dos EUA em manter a Colômbia como aliado estratégico da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Além de manter a própria guerra no Leste. 

Eleições violentas 

A violência e as atuais ameaças se elevaram na reta final de campanha. Afinal, de imediato, é a chance de enfraquecimento da extrema-direita neoliberal no continente. Derrotado o golpe pelas ruas bolivianas, e derrotado momentaneamente o macrismo na Argentina, Bolsonaro no Brasil e Ivan Duque na Colômbia são remanescentes da onda conservadora iniciada em 2015 – cujos motivos se encontram na crise das democracias representativas, na ascensão de governos de extrema-direita nos EUA e no mundo, e na própria ausência de reforço da organização popular e desgaste por parte dos chamados governos progressistas do período. 

Diante da chance de primeira vitória eleitoral da esquerda na Colômbia,  vale resgatar que, desde 2019, as lutas no país assumiram mobilizações nas ruas e a disputa institucional contra o modelo neoliberal, após 52 anos de predomínio da via político-militar, encampadas principalmente pela guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias Colombianas (FARC) e pelo Exército de Libertação Nacional (ELN). Essa via ainda segue ocorrendo no país devido à ausência de negociação do governo Duque, das perseguições e assassinatos contra lideranças, descumprindo os acordos de paz de 2016, cujo processo de construção está bem descrito no livro “Colômbia – Movimento pela Paz, de Matheus Lobo Pismel e Rodrigo Simões Chagas”, editora Insular, 2014.

Novo momento para a esquerda 

O candidato de esquerda, o ex-guerrilheiro e senador Gustavo Petro, soma 40% dos votos em primeiro turno. Ele é candidato pela Coalizão Pacto Histórico, formado em 2021, experiência que reúne organizações de esquerda e movimentos populares, históricos e recentes. A vice de Petro é Francia Márquez, advogada negra, militante ambientalista e pelos direitos humanos, apontando o papel da resistência contra as transnacionais no campo e na mineração. 

O repórter brasileiro Leonardo Severo, integrante da Comunicasul, grupo de jornalistas progressistas, dos poucos a falar das eleições no país, aponta que os setores que integram a campanha de Petro estiveram na linha de frente dos protestos massivos de 2021. 

“Destaque para a lideranças de mulheres, senadoras, indígenas, negras, tem uma participação muito presente dos movimentos populares sociais, algo muito impactante, ao lado da participação forte da juventude”, relata, em entrevista ao Brasil de Fato Paraná. 

Entre as bandeiras apontadas por Petro está a crítica ao caráter importador e pouco industrializado da economia do país; o cumprimento dos acordos de Paz, de 2016, que trouxe as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) para a sociedade civil, e o desmantelamento do crime organizado, como informa artigo de Juan Pablo Tapiro, porta-voz da organização Marcha Patriótica. 

Em entrevista para o Canal Rondó da Liberdade, Tapiro também reforça esse momento de debate programático e a compreensão das forças populares de que uma vitória do Pacto Histórico exige defesa e ao mesmo tempo pressão para o cumprimento desse programa. 

Tapiro também reforça a política de paz como uma bandeira de interesse das forças populares, para ter mais espaço para a ação política, como se tem visto desde 2019.

Extrema-direita 

O termo “uribismo”, usado para designar a atual presidência de Duque a as duas candidaturas de oposição a Petro, vem do ex-presidente Álvaro Uribe (2002 a 2010), quem teve uma política de alinhamento ao governo dos EUA. 

Juan Pablo Tapiro aponta que o uribismo responde à “Oligarquia burguesa na Colômbia, ao narcotráfico, com expressão do paramilitarismo, esses setores que controlam o Estado colombiano”, afirmou na entrevista. 

O fato novo, mas já esperado, foi a ascensão de candidatura de Rodolfo Hernández, político e empresário que se coloca como outsider de fora da política, maneja as redes sociais como o TikTok e pauta posições de extrema-direita. Ele já chegou a elogiar Hitler. 

Hernández ficou em segundo lugar ao final, com 28%, desbancou Federico Gutierrez, o nome preferido do uribismo, porém analistas avaliam que é um adversário mais difícil, porque receberá o apoio empresarial e do latifúndio colombiano, bem como, com sua fachada de outsider, pode trazer votos do centro. Em pesquisas recentes ele não apresenta margem grande de rejeição. 

Esse possível novo momento no continente, que envolveria governos de centro-esquerda no México, Argentina, somando possivelmente,Colômbia e Brasil, está carregado de desafios, numa conjuntura de guerra, de dois anos de aprofundamento da crise econômica e da pandemia, além do neofascismo consolidando base social no Chile, Argentina e Brasil.

Cabe às forças populares se manterem articuladas e organizadas, conscientes de que está em jogo a luta pelo poder e não haverá estabilidade institucional na atual conjuntura, ainda que a intervenção do governo dos EUA no continente possa apresentar limites nesse momento. As dificuldades enfrentadas até aqui pelos governos no Peru e Chile o demonstram.

Pedro Carrano

9.23.2021

Ver. Drawlas Ribeiro traz a segunda etapa da CNHA Rural

 


Em parceria como Deputado Estadual José Roberto (PT) a partir do Movimento Casa, Trabalho, Terra e Liberdade – MCTTL, com a autoescola Rocha, o Ver. Drawlas Ribeiro está trazendo a segunda etapa da CNH Rural, que tem por finalidade facilitar o acesso aos trabalhadores rurais na regularização de sua situação de condutores de seus veiculas, muitas vezes utilizados para o trabalho.
O Programa foca n financeiro e na logística, pois 100% do processo será realizado aqui no município, com exceção do teste taxológico para as categorias que exigirem. De autoria do Dep. José Roberto, o projeto conta com o apoio do seu gabinete, na vinda da equipe do DETRAN para colher as digitais, da equipe médica, além de gestão junto ao DETRAM nas demais das etapas.
Cabe ao vereador Drawlas Ribeiro, entra com a mobilização dentro da comunidade, responsabilizando pela logística local, com envio de documentação, locação de espaço, disponibilização de internet, entre outras necessidades inerentes ao programa, além de acompanhar todo processo do início ao fim.
  Ver. Drawlas Ribeiro a partir de uma negociação feita com a autoescola permite o acesso dos trabalhadores a esse benefício com um custo mais acessível, pois o Governo do Estado não isenta as taxas cobradas pelo DETRAM. Mas pelo quantitativo mobilizado, o Ver. Drawlas Conseguiu reduzi os valores com pagamentos por etapas e parcelado, o que facilita ainda mais a acessibilidade dos interessados.
O valor total da CNH Rural de carro e moto fica em R$ 2.470,00 (dois mil e quatrocentos e noventa reais), apenas carros e de R$1.890,00 (mil novecentos e noventa reais), de moto R$ 1.360,00 (mil trezentos e quarenta reais). Esse valor será pago em etapas, sendo as aulas práticas parceladas em até três vezes.
No ano passa o Ver. Drawlas Ribeiro aceitou o desafio de ser o primeiro município a desenvolver o Programa, que de fato teve alguns percalços, porém o saldo final foi positivo, prova tanto, foi o quantitativo de 120 pessoas beneficiadas e a grande procura pela segunda etapa.
A previsão que as inscrições irão até 30 de setembro e os interessados deverão procurar a representante da Autoescola Rocha, Rose Mascarenhas ou ligar no número (63) 9 9101 6967,
 
#Ver.DrawlasRibeiro   
#MandatoPopular 

#NaLutaSempre

8.23.2021

Cejusc- Centro Judiciário de soluções de conflitos e cidadania

 Cejusc- Centro Judiciário  de soluções  de conflitos e cidadania


Na última sexta estive a manhã inteira ali no prédio da Policia Civil, acompanhando o atendimento no Projeto CEJUC Itinerante - parceria entre a Prefeitura Municipal de Conceição do Tocantins e o Poder Judiciário do Estado.

Nosso objetivo ali foi conhecer melhor o Programa para melhor divulgá-lo, bem como nos colocarmos a disposição como Vereador e Também como instituição, uma vez que sou Presidente da Câmara.


Ao final da manhã, fomos recebido pela Dra. Vagna Carla  Alves  Costa, Conciliadora Judicial da Comarca de Arraias, responsável pelo atendimento no CEJUSC- Centro Judiciário de Solução de Conflitos, bem como do Juizado de Pequenas Causas. O CEJUSC realiza atendimentos á população, sobretudo, relacionado a Vara de Família. N oportunidade  a conciliadora nos informou que vários conflitos de pequeno e médio porte, podem ser solucionado aqui mesmo, desde que as parte cheguem num acordo.


Agora aqui em Conceição do Tocantins, podem ser abertos procedimentos pré-processuais como: investigação de paternidade, pensões alimentícias, guarda de menores, divórcio, reconhecimento e dissolução de união estável, cobranças dentre outros.

Registro ainda que futuramente a população dessa cidade poderá participar das audiências de conciliação e mediação e até mesmo de instrução e julgamento, sem a necessidade de se deslocar para a cidade de Arraias, uma vez que estão sendo envidados esforços no sentido de concentrar as sessões no Cejusc itinerante nessa cidade.

Na dúvida se sua demanda pode ou não ser atendida, vá ao prédio da Delegacia da Policia Civil, de segunda a sexta-feira, das 8h00 as 14h:00 e faça uma consulta com Ronilson Pereira dos Santos, servidor responsável pelos agendamentos, uma vez que a Conciliadora vem a cada 15 dias.

#VerDrawlasRibeiro 

#MandatoPopular 

#NaLutaSempre

7.21.2021

Mandela sempre: contra o racismo e pela igaldade racial


O Dia Internacional Nelson Mandela – Pela liberdade, justiça e democracia é uma comemoração internacional instituída pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em novembro de 2009, a ser comemorado em todos os dias 18 de julho, data de nascimento do líder sul-africano Nelson Mandela. A ONU homenageia a dedicação de Mandela a serviço da humanidade, pela resolução de conflitos; relação entre as raças; promoção e proteção dos direitos humanos; reconciliação; igualdade de gêneros; e pelos direitos das crianças e outros grupos vulneráveis e, ainda, pelo desenvolvimento das comunidades pobres ou subdesenvolvidas. 

 Uma das frases mais céleres dita por Mandela e que representa a essência de seu pensamento foi: "Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, elas podem ser ensinadas a amar".

7.16.2021

O PT une em torno de Paulo Mourão para 2022



 No ultimo dia 13 de julho estive presente no lançamento da pré-candidatura do ex-prefeito de Porto Nacional, Paulo Mourão, ao Governo do Estado em 2022, pelo Partido dos Trabalhadores. Antes já havia tido a honra de receber um convite do companheiro para debater a conjuntura atual na área da educação, para levantar algumas temáticas que irão fazer parte de um Pré projeto, para em seguida realizar um debate mais amplo com toda categoria e a população tocantinense

O estado do Tocantins merece e sua população precisa de um estado planejado, para que todos os atores envolvidos em sua construção desde o inicio até agora, possa desenvolver suas potencialidades, despertar novamente a esperança, mas sobretudo, com a responsabilidade de transformar essa realidade de miséria e descaso, em politicas de inclusão social, geração de riquezas e distribuição de renda


 com essa perspectiva e alinhando ao plano nacional, o Partido dos Trabalhadores está unificado em um projeto para a conquista democrática e popular do Governo do Estado, pois na ultima década tem vivido todo tipo de descaso. A titulo de exemplo, foram aproximadamente 07 governadores nos últimos 10 anos, fruto de barganhas e acordos políticos escusos. A consequência de tudo isso é uma instabilidade administrativa e insegurança jurídica para os investidores, sucateamento da maquina publica com a desvalorização dos servidores públicos, o maior patrimônio deste estado e divisão de áreas como a educação para colher apoio politico 


o Partido que de inicio tinha três pré-candidaturas, construiu um consenso e o Ex-deputado Federal e Estadual, também ex-prefeito de Porto Nacional, Paulo Mourão, recebeu  o apoio de todas as tendências do Partido dos Trabalhadores: Construindo Um Novo Brasil- CNB, Articulação de Esquerda- AE, Democracia Socialista- DS, Esquerda Popular Socialista- EPS e a Unidade na Luta.

Em seu discurso, durante o registro da pré-candidatura no sistema interno do partido, o pré-candidato Paulo Mourão, enfatizou, que é um momento histórico em que o partido se une, em prol de um único projeto. Externou aos presente a felicidade de ter sido escolhido para representar a candidatura do PT ao Governo do Tocantins, dizendo que a unidade do partido é o início para uma caminhada vitoriosa.

Por fim disse que nunca  escondeu o desejo de trabalhar para construir o Tocantins que o povo quer, com uma gestão arrojada, que garanta o desenvolvimento econômico e social, reconstruindo os nossos sonhos e estimulando nossas esperanças, e que o povo seja feliz, estimulando nossas esperanças na conquista da felicidade do seu povo.

"O Tocantins pode contar comigo. Estou pronto para conquistarmos o Tocantins que o povo quer"!

Há anos acompanho um grupo de estudo e planejamento criado pelo  Pré Candidato Paulo Mourão, evolvendo politico, empresários, professores da Universidade Federal do Tocantins, além de populares do estado e, me impressionou o conhecimento fiscal e orçamentário demostrado, aonde detalha problemas e prováveis soluções  para tirar o estado da situação caótica em que se encontra.


7.09.2021

Primeira verdade dita por Bolsonaro: Tô cagando e andando

 Ao ser requerido pela CPI que investiga irregularidades no combate a Covid-19 no pais, bem como, na aquisição de vacinas, o Presidente Jair Bolsonaro mostrou despreparo e falta de equilíbrio mental. Há muito o titular da cadeira presidencial tem demostrado, a partir de falas e comportamento que não tem a mínima noção da liturgia da Instituição Presidência da República, muito menos da importância do cargo que ocupa.

Contudo, as ultimas pesquisa de opinião publica a respeito da avaliação de seu governo que mostra uma rejeição acima de 50%, além das intenções de votos para 2022, que mostra uma derrota eminente do atual presidente, tem forçado o mesmo a se comportar como chefe de milícia, tudo isso, somado a possibilidade real de ficar fora do segundo turno das eleições, tem levado Bolsonaro se mostrar de fato como é, como pensa e o que pretende.

Frente ao avanço dos depoimentos na CPI d covid-19 que mostra o envolvimento do auto escalão do governo em falcatruas, o governo foi requerido a da explicações sobre o superfaturamento na compara de vacinas - a resposta segundo ele foi: CAGEUI. na verdade o Presidente tá cagando e andando a muito tempo, mas não e pra CPI, mas para o povo que ficou desprotegido.

5.19.2021

Carta Aberta à Sociedade Tocantinense 

 Carta Aberta à Sociedade Tocantinense em relação ao retorno das aulas da rede pública estadual de ensino. Vimos através desta carta demonstrar à sociedade tocantinense nossa insatisfação com a atual situação de desmandos que se instalou em nosso estado. O Estado do Tocantins, desde o início de 2020 até os dias atuais, já contabilizou um contingente de quase 3 mil vidas perdidas para a COVID-19. E como consta nos dados oficiais do governo, na data de 16 de Maio de 2021, temos o montante de 168.518 casos confirmados, num total de 16.403 ativos, sendo que 372 pessoas estão hospitalizadas. Desse total de hospitalizados, 206 pacientes em UTIs e 166 em leitos clínicos e a triste marca de 2.720 vidas perdidas. Somado a isso temos uma taxa de imunização de 13,71%, sendo uma das mais lentas do país. E considerando esses dados ao fato de nosso estado ser o mais novo do Brasil, temos uma estrutura de saúde ainda não preparada para atender a uma possível demanda advinda com uma 3ª onda de COVID-19, conforme dados informados em site do Estado, através do link http://coronavirus.to.gov.br. Em meio ao caos na saúde pública em que vivemos, o Governador Mauro Carlesse justifica a redução de 30% dos casos de Covid-19 como critério para abertura de escolas e flexibilização do comércio. Todavia, conforme informações oficiais do governo que informa dados sobre a fila de espera de internações, tanto em leitos clínicos, como em UTIs para tratamento da Covid-19, verificado às 17:30 horas do dia 16/05/2021, consta 3 pacientes regulados para leitos clínicos esperando vagas e 3 pacientes regulados para UTI, também aguardando vaga; sendo um total de 6 pacientes. No que tange à retomada das aulas presenciais, especificamente, cabe salientar que, considerando os dados oficiais da Covid no estado informados, ressalta-se a grande problemática e realidade das estruturas das escolas, pois muitos dos ambientes escolares não possuem ventilação adequada para atender a comunidade escolar nem em situações de normalidade, quiçá num momento de Pandemia. Reiterando que a relação interpessoal de nossas crianças e jovens sempre foi e sempre será mediada pela proximidade física e pelo contato, e ainda o fato de que nenhuma escola do país, tem sequer uma técnica de enfermagem para uma avaliação simples de temperatura e pressão arterial, como poderíamos nós, profissionais da educação, totalmente alheios às questões de saúde sermos capazes de avaliar o mínimo das condições físicas dos alunos? Salientamos uma das revistas científicas mais renomadas no mundo a "The Lancet", que publicou um artigo no dia 10/03/21 afirmando que reabrir escolas sem diminuir contágio por Covid leva a uma aceleração na pandemia. O texto é assinado por 12 especialistas, entre médicos, epidemiologistas, bioestatísticos e psicólogos ligados às universidades de Londres, Southampton, Oxford, entre outras, e leva em consideração a situação vivida no Reino Unido. Eles citam pesquisas científicas e referências dos estudos usados para embasar as suas opiniões. Um estudo recente, apresentado no último dia 06 de maio de 2021, realizado por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), da Universidade Federal de São João Del Rei e da Universidade Federal do Amazonas apresentou a atualização do estudo “Avaliação da Pandemia de Covid-19 Medidas Necessárias para Controle da Pandemia”. O estudo das análises e recomendações se baseiam no modelo computacional SEIR (Susceptíveis-Expostos-Infectados-Recuperados), que considera dados epidemiológicos, taxas de vacinação e mobilidade urbana da população de dez cidades: Curitiba, Foz do Iguaçu, Cascavel, Londrina, Maringá, Ponta Grossa, Guarapuava, Toledo, União da Vitória e Francisco Beltrão. “Para nenhuma delas, o modelo aponta a possibilidade de relaxamento de medidas restritivas”, afirmou Ferrante. “Não é o momento de aumentar a circulação urbana” (https://appsindicato.org.br/volta-as-aulas-presenciais-vai-causar-aumento-de-casos-internamentos-e-mortes-por-covid19/) Além de que quem não se vacina não coloca apenas a própria saúde em risco, mas também a de seus familiares e outras pessoas com quem tem contato, além de contribuir para aumentar a circulação de doenças. Outro ponto importante a se destacar é que temos no quadro da educação uma quantia significativa de servidores portadores de comorbidades. Sendo que o atual governador Mauro Carlesse afirma ter vacinado um total de mais de 3 mil servidores da educação contra a Covid-9. No entanto, o governador não destacou que esse quadro acima dos 60 anos trata-se dos servidores que já estão afastados das escolas, uns por aposentadoria e outros por questões de saúde. Quanto aos profissionais da linha de frente, ainda não há perspectivas de vacinação. Ainda ressaltamos que boa parte dos alunos da rede estadual convive com familiares idosos ou portadores de comorbidades. E como é conhecimento de todos, embora alguns fatores contribuam para o agravamento da doença, isso já não é critério exclusivo e determinante, pois cada dia mais a Covid-19 vem fazendo vítimas entre pessoas jovens e saudáveis. E nos amparando na Constituição Federal do país que garante: Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação. (CF, 1988, p. 104) A Constituição do Estado do Tocantins em seu artigo 146, também reconhece a saúde como direito de todos e obrigação do Estado, garantindo o acesso universal e igualitário às ações e ao serviço de saúde, bem como ações e serviços voltados para a promoção, proteção e recuperação da saúde, em todos os níveis. Defendemos a saúde como é preconizado na Constituição e temos a consciência e responsabilidade em relação à necessidade de manutenção das aulas de forma remota. Pois, caso contrário estaríamos indo contra a nossa formação científica e colocando a vida de todos em risco. Defendemos o retorno das aulas sim, mas somente com a vacinação de toda comunidade escolar, profissionais e alunos vacinados para garantir a vida e a segurança de todos. Pois sabemos que os cuidados de higiene são necessários para evitar o contágio, mas não são medidas efetivas e sim preventivas. A ciência é taxativa ao afirmar que não há tratamento farmacológico preventivo ou mesmo efetivo e que o único e verdadeiro meio de combater a Covid-19 é a imunização da população. Nós, profissionais da educação, estamos trabalhando sim, não estamos parados. Muito pelo contrário, para atender nossos alunos estamos trabalhando além de nossos horários, além de nossos esforços e de onde estivermos estamos sempre a atender o alunado de forma a fornecer-lhe a maior qualidade de atendimento não apenas a nível educacional, mas também psicológica e motivacional. Estamos usando todos os meios possíveis para não deixar nossos alunos fora do processo ensino-aprendizagem. Estamos em casa sim, a maioria de nós trabalhando em casa, onde nossas contas de energia triplicaram com uso de computadores e iluminação para atendermos nossos alunos, e durante esse tempo não foi acrescentado nenhum centavo a mais em nossos proventos para cobrir nossos gastos. Ao contrário, o governo fez foi aumentar o desconto da alíquota previdenciária de 11% para 14%. Portanto, aqueles que não ouvem a ciência durante a pandemia, estão contra a vida. Que a ciência vença a ignorância! Vacina sim. Atenciosamente, Grupo de trabalhadores da Educação da Regional de ARAGUAÍNA. Araguaína, 17 de Maio de 2021.

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