Protocolado
junto à Mesa Diretora da Casa, ontem, começou a tramitar na Câmara o
projeto de decreto legislativo (PDL) para a realização do plebiscito
sobre a reforma política. O PDL foi proposto pelos líderes do PT, José
Guimarães (CE); do PSB, Beto Albuquerque (RS); do PDT, André Figueiredo
(CE); e do PCdoB, Manuela D’Ávila (RS). Foi registrado com 188
assinaturas, 17 a mais do que as 171 necessárias para apresentação.
Depois de protocolarem a proposta na Câmara, os autores do projeto,
acompanhados pelos presidentes nacionais do PCdoB, Renato Rabelo, e do
PT, deputado Rui Falcão (SP), foram ao Palácio do Planalto e entregaram
uma cópia da proposta à presidenta Dilma Rousseff.
Para que as modificações nas regras eleitorais aprovadas pela
população no plebiscito sejam válidas já nas eleições do ano que vem, o
PDL terá que ser aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ),
pelo plenário da Câmara e depois pelo Senado até 5 de outubro, daqui a
pouco mais de um mês.
E a oposição, o que tem a dizer agora?
Apesar do curto prazo para a realização da consulta popular e a
aprovação das mudanças na legislação eleitoral, o líder do PT, José
Guimarães, se disse otimista e acreditar na possibilidade de as novas
regras valerem para 2014. “Esse é o nosso esforço. Agora, temos que dar
celeridade. O mais difícil fizemos”, disse ele. “Agora o fundamental é
ouvir a população sobre a reforma”, completou.
O presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, mostrou-se mais
cauteloso. “Se for para este ano (2014) melhor , se não, estamos na
luta”, acentuou. “A reforma política é o tema central. Vivemos uma crise
de representatividade e do modo de participação do processo eleitoral.
Temos que enfrentar essa questão. O plebiscito não está morto”, resumiu
Rabelo.
A questão agora é saber o que a oposição quer, sua verdadeira posição
sobre a reforma política. E mais: qual a posição da mídia, que tem
opinião sobre tudo e inegavelmente é relevante no processo de condução
do plebiscito até sua realização. A mídia está a favor ou contra o
plebiscito?
No mais, é o que tenho proposta e defendido, é preciso mobilizar o
país, debater, dialogar, fazer política na pressão para levar o
Congresso Nacional a aprovar o plebiscito. O momento é de ir para as
ruas, devolver a soberania ao povo para fazer aquilo que seus
representantes se recusaram a fazer até agora. Ouvir não apenas as vozes
da ruas, mas a das urnas, a única que expressa realmente a vontade
soberana do povo e da nação, do Brasil.
http://www.zedirceu.com.br/plebiscito-nova-proposta-ja-em-debate-na-camara/
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