1.31.2026

UMA ANALISE DA CONJUNTURA POLITICA NACIONAL E SUAS POSSIBILIDADES




Nesse artigo eu faço uma análise da conjuntura política nacional, abordando três eixos: qual a possibilidade concreta de reeleição do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Abordo o fator Kassab com a filiação de três presidenciáveis ao PSD e suas futuras articulações, bem como, o dilema do Centrão (PP, REPUBLICANOS E UNIÃO BRASIL) em antecipar uma possível neutralidade ao PSD ou aderir de vez a candidatura de Flavio Bolsonaro. É clara que em meio a tudo isso, será mostrada a consolidação da candidatura do campo bolsonarista, do Senador Flavio Bolsonaro.

De antemão, que deixar claro que esse é um artigo de percepções subjetiva, com base nas pesquisas mais recente e com resultados aproximados, além de muita leitura e acompanhamento dos noticiários das movimentação políticas. Porém, não que dizer que as leituras feitas aqui não tenham validade, pois a pesquisas são retratos de momentos muitas vezes transitórios e voláteis, é preciso esta atento a fatos e conjecturas sensíveis que muitas vezes são mais permanentes e duradouras.

Então vamos começar pela pergunta que faz bastante sentido no contexto político brasileiro. Com a ausência de candidatos competitivos do centro, a exemplo do pleito passado, como Ciro Gomes, Simone Tebet, há chances de uma reeleição do Presidente Lula já no primeiro turno? Sem esse de centro, seja os três presidenciáveis o PSD ou do PP/UNIÃO BRASIL, a resposta é contundente, sim, as chances de Lula vencer no primeiro turno aumentam significativamente, por alguns motivos chaves que vou abordar de forma objetiva.

 

O primeiro motivo seria a concentração do voto “anti-Bolsonaro”. Em cenários sem centro forte, o eleitorado tende a se polarizar. Parte relevante do eleitor que poderia votar em nomes de centro acaba migrando para Lula como voto útil, para encerrar a disputa logo no primeiro turno.

O segundo motivo está a uma Base eleitoral consolidada do Lula. Lula costuma partir de um patamar alto de intenção de votos, especialmente, no Nordeste, entre eleitores de baixa renda e entre eleitores que avaliam positivamente seus governos passados. Sem candidaturas competitivas drenando votos desse campo, ele se aproxima mais facilmente dos 50% + 1 dos votos válidos.

 O terceiro motivo está relacionado a possível fragmentação da direita. Se o campo à direita estiver dividido (Bolsonaro + eventuais candidaturas menores), isso facilita ainda mais uma vitória no primeiro turno. Mesmo uma direita relativamente coesa, sem um centro forte, já ajuda Lula.

Por fim um quarto motivo, é o histórico recente ajuda a entender as razões apresentadas até aqui. Em 2022, mesmo com Tebet e Ciro na disputa, Lula venceu o primeiro turno com cerca de 48% dos votos válidos, ficando muito perto de liquidar a eleição ali. Sem eles, parte relevante desses votos tenderia a migrar para Lula.

 

Então, em termos práticos poderíamos fazer um seguinte resumo: Com centro fraco ou inexistente: chances reais e altas de vitória no 1º turno: Com direita fragmentada, chances ainda maiores. Com direita unificada e campanha forte, Lula ainda pode ganhar, mas o 2º turno fica mais provável. A ausência de candidatos competitivos de centro é um dos principais fatores que poderiam levar Lula a ganhar no primeiro turno, desde que o cenário econômico e político não se deteriore muito até a eleição, esses são algumas das conjecturas sensíveis de que falamos no início do artigo

 

Com base nessa análise e alguns dados de 04 pesquisas mais recente de institutos diferentes, vou me arriscar a apresentar alguns cenários de forma hipotética, sempre considerando conjecturas sensíveis como economia, pauta do congresso, movimentações politicas e outros fatores que anoitei, só pra deixar a lógica eleitoral bem concreta. Para isso, vou usar percentuais aproximados de votos válidos pra facilitar a visualização.

 CENÁRIO 1 — Direita fragmentada + centro fraco: situação mais favorável para Lula. Para isso, precisamos considerar o seguinte contexto:

Hipóteses

·                 Flavio Bolsonaro ou nome da direita forte, mas sem alianças amplas

·                 Centro irrelevante (candidatos < 5%)

·                 Economia “ok” ou levemente positiva

Nesse contexto teríamos a seguinte distribuição:

·                 Lula: 50–53%

·                 Direita principal: 35–38%

·                 Outros: 7–10%

 Esse é o cenário clássico de “voto útil”: eleitores de centro e centro-esquerda migram para Lula para evitar segundo turno, favorecendo uma vitória de Lula já no 1º turno

 CENÁRIO 2 — Direita unida + centro fraco: cenário mais competitivo

Hipóteses

·                 Um nome único da direita (Flavio Bolsonaro)

·                 Centro inexistente

·                 Economia neutra

·                 Economia “ok” ou levemente positiva

Nesse contexto teríamos a seguinte distribuição típica

·                 Lula: 47–49%

·                 Direita unificada: 41–44%

·                 Outros: 7–9%

Lula pode ganhar no 1º turno por pouco, ou a eleição vai para o 2º turno por margem mínima, disputa no limite. Esse é o cenário mais “no fio da navalha”.

 CENÁRIO 3 — Direita unida + economia ruim: desfavorável ao Lula

Hipóteses

·                 Crise econômica, inflação alta ou desgaste forte do governo

·                 Direita com discurso econômico organizado

Distribuição típica

·                 Lula: 44–46%

·                 Direita: 44–46%

·                 Outros: 8–10%

Esse é o pior cenário para o governo, porque o segundo turno é certo, pois nesse contexto, parte do eleitor pragmático segura o voto ou migra para a direita, é tudo que o centrão quer, para pôr em pratica seu pragmatismo em ambas a frentes com composições regionais.

 CENÁRIO 4 — Centro competitivo semelhante a comparação histórica das eleições do tipo 2018 e 2022.

Resultado

·                 Centro com 10–15% dos votos (Ciro, Tebet, Marina)

Distribuição típica

·                 Lula: 43–48%

·                 Direita: 35–40%

·                 Centro: 10–15%

Resultaria em 2º turno, basicamente ao que aconteceu em 2022, Lula ganhou, mas o centro “segurou” o 1º turno.

então a síntese dessa primeira parte da análise do artigo pode ser definida nas seguintes situações e chances relacionadas a elas de vitória de Lula no 1º turno: Centro fraco + direita fragmentada – chance alta; Centro fraco + direita unida – chance media; Economia ruim – chance baixa; Centro forte – chance muito baixa da eleição ser definida no 1º turno.

Passando para a segunda parte do artigo, vamos analisar o fator KASS
AB, um dos maiores operador da política brasileira, gostem ou não dele.  Nos últimos dias ele produziu a o fato mais impactante da política nacional, consegui filiar em uma só legenda (PSD) os três principais candidato do centro. Contudo, esse movimento deixou no ar muitas perguntas sobre o futuro desdobramento e impactos nas movimentações de cada campo politico. Portanto leitor, vamos buscar
destrinchando o manual Kassabista de sobrevivência e maximização de poder, porque há lógica estratégica bem clara por trás de cada hipótese.

A lógica central de Kassab é ter o máximo de opções sobre o seu controle, por isso, ele trouxe para o PSD os principais pré-candidatos de centro, para trabalhar com três objetivos simultâneos: 1º não fechar porta cedo demais; 2º evitar rachaduras internas; 3º usar os nomes nacionais como moeda de negociação, não necessariamente como candidaturas reais. Para Kassab, ter presidenciáveis é mais importante do que lançá-los. pois eles servem para aumentar poder de barganha nacional, proteger o partido em negociações regionais e justificar neutralidade formal no 1º turno. não atoa ele já começou dialogar com outros campos e, a primeira agenda será com o Presidente Lula.

A chance de lançar Ratinho Jr. e isolar a legenda, com possibilidade de reduzir a bancada em 2026, é bastante remota, é justamente o cenário que Kassab quer evitar, pois uma candidatura presidencial “pura” do PSD nacionaliza a eleição, o que obriga deputados e senadores a se posicionarem. Isso levaria a quebra acordos regionais, especialmente com Lula no Nordeste e com bolsonarista no Sul/Centro-Oeste. Nesse contexto, existe um risco direto e real de redução da bancada, justamente o que é inaceitável para Kassab. Ele pensa o partido de baixo para cima (Congresso → governos → Planalto), nunca o contrário.

O lançamento da candidatura própria com Ratinho Jr. só faria sentido se ele estivesse muito bem nas pesquisas (20%+), ou se fosse parte de um acordo maior (ex.: segundo turno garantido + compromisso de bancada) e hoje isso parece improvável.

é fato que Kassab é uma incógnita, e mesmo contrariando a analise exposta acima, ele pode sim, lançar um dos três para ajudar Flávio Bolsonaro e forçar um 2º turno. Porém, ele faria um segundo movimento, liberando acordos regionais pró Lula, um candidato “nem Lula, nem Flavio Bolsonaro”. Tiraria votos de Lula no sul/Sudeste, reduzindo, reduzindo as chances de vitória no 1º turno e ao mesmo tempo, o PSD liberaria diretórios regionais para apoiar Lula, mantendo as  portas abertas com o bolsonarismo para o 2º turno. Desse modo Kassab ficaria de bem com Lula numa governabilidade futura, de bem com Flávio num equilíbrio institucional e de bem com o mercado, repassando a imagem de moderador. Para isso,  no 1º turno o PSD teria que adotar uma postura agressiva, desgastando o governo e deslocando do bolsonarismo, o que poderia comprometer o poder de barganha.

portando a logica que tem mais chance de ser colocada em pratica e que mais combina com o DNA do PSD, é fortalece o Senado onde Kassab gosta de atuar, evitando a nacionalização excessiva, permitindo acordos regionais assimétricos, com seguinte raciocínio: o PSD com Lula num estado, PSD com bolsonaristas em outro e PSD com centro local em outro. Assim resultaria em uma bancada maior, partido indispensável no Congresso; presença garantida em qualquer governo eleito. Pois Kassab sempre prefere menos holofote e mais poder real.

Na última hipótese e pouco provável, no que diz Kassab e o PSD, seria a possibilidade de indicar um dos três como vice, a qualquer um dos candidatos já consolidado. Porém, mesmo com possibilidades remotas, mas se acontecer, essa pode ser uma das cartas mais fortes do baralho.

Nesse cenário, as probabilidades de uma composição com Lula, o vice do PSD tem que moderado palatável, que agrada mercado e sinaliza frente ampla, reduzindo a resistência no Sul/Sudeste, o que define as características de Eduardo Leite com chances reais, especialmente se Lula quiser ampliar margem no Sul e Sudeste. No caso de pender a direita, o vice do PSD ajudaria a “desradicalizar” a chapa de Flavio Bolsonaro, ampliando pontes institucionais e daria ao PSD influência direta no Planalto. Kassab adora vice porque dá poder sem desgaste, preserva bancada e garante acesso ao núcleo do governo.

A conclusão é que Kassab não joga para ganhar a Presidência. Ele joga para ganhar o sistema. Portanto, dentro da lógica Kassabista de pensar e agir, a candidatura a presidência de de Ronaldo Caiado já era, resta a ele o senado de Goiás, lançando sua esposa a Deputada Federal.

 Contudo o centro não é não apenas Kassab e o PSD, portanto, para um cenário de conjuntura mais preciso, precisamos analisar o comportamento sistêmico do Centrão. Sempre deixando claro aqui que se trata de cenários hipotéticos, partindo da premissa  da candidatura única de Lula no campo da esquerda, levando em consideração as possíveis movimentações de Kassab /PSD, mas a consolidação do campo bolsonarista, com o nome de Flávio ganhado tração.

Uma candidatura do PP/UNIÃO BRASIL é pouco provável, e isso é fato, pois Centrão não gosta de candidatura presidencial “de verdade, pelas mesmas razões do PSD, pois nacionaliza a eleição, obriga alinhamento ideológico, quebra acordos regionais e reduz eficiência eleitoral no Congresso. Quando o Centrão lança candidato, geralmente é balão de ensaio, como instrumento de pressão sobre os polos. Não se vê nessa Federação, que perdeu Ronaldo Caiado, pré-candidato com pré-requisitos; a começar com dois dígitos a disputa, que unifica PP + UB + Republicanos e garanta compensação clara em bancada e ministérios. Hoje, isso parece improvável, pois o custo é maior que o benefício.

O caminho mais provável é a opção pela neutralidade como estratégia de barganha e focar em bancada, principalmente quando há a chance de uma polarização forte, com dois polos competitivos e risco de vitória no 1º turno de um deles. Assim, se libera acordos estaduais assimétricos; maximiza votos para deputado e senador; permite negociação com quem vencer e evita “apostar errado”. Na visão de seus articuladores (Ciro e Rueda), neutralidade não é passividade é barganha permanente. Desse modo, eles apoiam Lula em estados do Nordeste; apoia a direita no Sul/Centro-Oeste; e ficar neutros onde isso maximize bancada.

Contudo o Centrão vive um dilema num  jogo de xadrez silencioso com Kassab/ PSD, que é não perder o time numa tomada de decisão pela neutralidade ou lançar candidatura própria, pois qualquer movimento errado ou de forma tardia, compromete todo planejamento estratégico na busca de protagonismo.

Sim, e esse ponto é muito perspicaz, pois á um risco real para PP, UB e Republicanos, se Kassab chegar primeiro ao discurso de “moderação responsável” e ocupar o centro institucional, nesse caso, ele virar o principal fiador da governabilidade futura. Para evitar isso, o Centrão ( Artur Lira, Ciro Nogueira, Marcos Pereira e Hugo Mota) pode anunciar neutralidade cedo, apoderando da agenda do Congresso e se vender como poder moderador nacional, puxando protagonismo regional antes do PSD, criando uma competição silenciosa, para ver quem chega primeiro como fiador do sistema.

Mas existe outro dilema existencial do centrão, ele está dividido em duas almas: uma alma eleitoral regional que quer neutralidade e outra alma ideológica / identitária → quer lado, sobretudo na direita bolsonarista. Exemplos claros são que Republicanos tem vínculos fortes com bolsonarismo; já parte do PP depende de alinhamento conservador e o União Brasil é internamente fragmentado. Isso torna a neutralidade informal mais provável que a formal, sem anúncio nacional; com liberdade total nos estados e com discurso de que “cada diretório decide por si”.

Aguardemos cenas das próximas movimentações. e em breve farei uma analise de conjuntura estadual.

1.27.2026

O preconceito por trás dos programas sociais: Falta sentimento e sobra ressentimento

 

Os programas sociais são um mecanismo essencial para a dignidade a vida humana, pois cria uma malha de proteção aos mais vulneráveis. Iniciativas como o Bolsa Família, um dos programas sociais mais importantes do Brasil, criado para ajudar famílias em situação de pobreza e extrema pobreza e é reconhecido mundialmente como modelo de combate a fome. Mesmo assim, ele é alvo de muitos preconceitos e julgamentos. Muitas pessoas afirmam, sem conhecer a realidade, que quem recebe o benefício é “preguiçoso” ou “não quer trabalhar”. Essas falas ignoram as dificuldades reais enfrentadas por milhões de brasileiros.

 Em várias comunidades, mães e pais dependem do Bolsa Família para garantir o básico: comida, material escolar e remédios. O valor recebido não é alto, mas faz diferença para quem não tem renda fixa ou enfrenta o desemprego. Ainda assim, essas famílias sofrem discriminação, como se fossem culpadas por sua própria situação. São ressentimentos de pessoas que são abastadas e gastam esses valores apena em uma noitada com vinhos caros.

 O preconceito também aparece nas redes sociais e em conversas do dia a dia, onde o programa é tratado como “gasto inútil” ou “esmola”. Poucos sabem que, para continuar recebendo o benefício, as famílias precisam manter as crianças na escola e com a vacinação em dia. Ou seja, o Bolsa Família não apenas ajuda financeiramente, mas também incentiva a educação e a saúde. Em função da força de manipulação da redes sociais e mutas vezes pela própria imprensa, que tem a obrigação de informar, é comum vermos jovens que crescer ajudado pelo Bolsa Família, frequentou a escola nos ônibus do Programa a Caminho da Escola, Mora em habitação do Minha Casa Minha Vida, republicando vídeos e falas de cunho preconceituoso contra essas políticas.

 Esse tipo de julgamento reforça desigualdades e cria barreiras para quem já vive em situação difícil. Em vez de preconceito, é necessário empatia. Programas sociais existem para reduzir a pobreza e oferecer dignidade, não retira direitos e nem vagas de ninguém, essas políticas apenas iguala as oportunidades. Combater a desinformação e respeitar quem precisa de apoio é um passo importante para uma sociedade mais justa.

 Em contra partida, é comum ver por parte daqueles que atacam constantemente políticas sociais, manter uma postura de complacência, sem questionar os auxílios e privilégios recebidos por pessoas que já ganham super salários. Isso revela uma grande contradição na sociedade: o problema nunca é o dinheiro em si, mas quem recebe. Se forem sinceros e fizer uma pesquisa rápida em qualquer aplicativo de Inteligência Artificial- IA, irão perceber que os incentivos concedidos a juros baixos o zero a indústria e ao agro, são infinitamente maiores.

 Essas críticas permeiam toda sociedade, perpassando das pessoas mais pobres a mais ricas, negros e outros grupos de minorias, que compram e defendem o discurso de uma leite oligárquica. Uma elite econômica e política, que controla grande parte da mídia e das narrativas públicas, costuma apresentar os programas sociais como “gasto excessivo” ou “dependência”. Ao mesmo tempo, silenciam sobre os auxílios milionários, isenções fiscais, pensões especiais e benefícios extras pagos a quem já tem renda muito acima da média da população.

Muitas pessoas acabam repetindo esse discurso sem perceber que estão sendo manipuladas. Em vez de questionar quem concentra riquezas, elas passam a atacar quem recebe pouco para sobreviver. Assim, a culpa pela crise econômica é jogada nos mais pobres, enquanto os verdadeiros privilégios permanecem intocados.

Esse tipo de narrativa divide a sociedade: pobres contra pobres, trabalhadores contra trabalhadores. Enquanto isso, os grandes benefícios concedidos a altos cargos seguem invisíveis, protegidos por leis feitas pela própria elite.

Refletir sobre isso é essencial. A verdadeira injustiça não está em ajudar quem passa fome, mas em sustentar privilégios para poucos enquanto milhões lutam para sobreviver. Questionar essas diferenças é o primeiro passo para uma sociedade mais justa e consciente.

 É muito difícil colocar toda minha indignação no papel, com esse comportamento covarde, cruel e desmano daqueles que ganham tanto e tentam tirar de que quase não tem nada. Por isso, resolvi acrescentar esse belo poemas de Mauricio Rufino, com palavras cruas de duras com a realidade de muitos brasileiros e brasileiras, quando ele diz:

 Aos meus filhos, Danone - Aos filhos dos outros, a fome.

Aos meus filhos, compaixão - Aos filhos dos outros, o lixão.

Aos meus filhos, amor - Aos filhos dos outros, a dor.

Aos meus filhos, a ceia - Aos filhos dos outros, cadeia.

Aos meus filhos, beleza - Aos filhos dos outros, pobreza.

Aos meus filhos, a sorte - Aos filhos dos outros, a morte.

Aos meus filhos, faculdade - Aos filhos dos outros, dificuldade.

Aos meus filhos, educação - Aos filhos dos outros, execução.

Aos meus filhos, proteção - Aos filhos dos outros, prostituição

Aos meus filhos, meritocracia - os filhos dos outros, burocracia.

Aos meus filhos, herança - Aos filhos dos outros, cobrança.

Aos meus filhos, comoção e justiça paternal - Aos filhos dos "outros", redução da maioridade penal."



 

1.26.2026

Não basta apenas ter posição, é preciso ação. Ver, analisar e agir


      Após um bom período sem escrever para meu blog, por opção e em função de alguns projetos que me consumiu bastante tempo, estou retornando, sobretudo, pela importância do ano de 2026 para a continuidade e fortalecimento da democracia. Com a força que as redes sociais ganhou nos últimos anos em relação as pautas politicas, sentir a necessidade de se fazer o debate politico em ano eleitoral. Pois as informação, ainda que fake news, molda grande parte da opinião publica, trazer luz ao debate contribui para a formação coletiva e consciente.

    Portanto, não basta ter só posicionamento, é preciso agir, pois segundo o socialista francês Louis Althusser não há leituras inocentes, posto que toda interpretação de temas e fatos que cercam nossa realidade, esta inevitavelmente relacionada ao posicionamento de classe, a perspectiva político-ideológico, aos interesses materiais e aos condicionantes culturais no qual o interprete está inserido.  

    Contudo, como progressista convicto que sou, admito que sou réu confesso por disseminar o pensamento e as experiências  socialistas, por acreditar que os governos progressistas alinhados a essa perspectiva foram os que mais promoveram a reparação, afirmação e inclusão social para grande parte de nossa sociedade que sempre viveu a margem das políticas de estado, além de criar uma malha de proteção social para grupos minoritários, excluídos historicamente por um sistema neoliberal de produção capitalista, sistema este que jamais conseguirá conviver com um estado de democrático pleno.

   Pois só as políticas públicas forjadas nas lutas de classe e que nasceram dos anseios de vários grupos de excluídos, elaboradas pelos partidos que mais representa o pensamento socialista e progressista deste País serão capaz de dar essa resposta. Esses movimentos elegeram pessoas e criaram lideres oriundos de militâncias que lhes possibilitaram um VER a realidade mediante uma análise de conjuntura mais próxima do concreto e não apenas do teórico, um JULGAR a partir de um ponto de vista mais qualificado, considerando a política do mais amplo aspecto e dimensões diversas, além, de um AGIR com base num estado de bem estar coletivo, para todo o país e todos os segmentos sociais e não apenas para um terço da população, como antes e como se projeta para um futuro próximo. 

   Por isso, sempre procurei escrever meus sonhos e ideologias nessa linha de raciocínio e, por mais que muitos digam que as utopias são coisas do passado, sempre continuarei persistindo nesse ideal, pois acredito que sem elas não é possível uma vida social digna.  E ainda sim, mesmo diante das agressões gratuitas sofridas por parte daqueles que tenta criminalizar os movimentos sociais, as centrais sindicais e os  partido progressistas, sempre adotarei a máxima de Cheguevara: “prefiro morrer de pé do que viver ajoelhado”, sempre vou revigorar minhas convicções no  pensamento de Maximiano Cerezo, quando ele afirma que ante a velha política, decepcionante e decadente, brota uma nova visão, disposta a ecoar o sonho da utopia eterna e renovada, a medida que os sonhos se realimentam. 

    Mesmo com o aumento do desencanto ante a política neoliberal, devemos reivindicar o direito de seguimos sonhando com uma pratica política revolucionária que abra espaço para a participação popular, isso exige, uma análise constante do impacto de tais políticas em nosso dia a dia. Principalmente, da revolução que vem sofrendo os meios de comunicação, com o engajamento nas redes sociais e o protagonismo do sul global, que desperta a fúria do imperialismo norte americano, que quebra todo multilateralismo construído ao longo de décadas e rasga todos os tratados do direito internacional.

   Com o retorno de Luís Inácio Lula da Silva a Presidência da República, o Brasil ganhou protagonismo internacional, se consolidando com potencia regional, incomodando e sendo alvo do grande capital. Essa será uma luta constante, pois o continente sul-americano, ainda hoje, tem uma elite social tradicional, que são herdeiros dos conquistadores e colonizadores, que em sua maioria são donos dos grandes latifúndios, meios de comunicação, dentre muitos outros conglomerados econômico e industrial, que tentam a todo custo manter a dependência neocolonialista da política imperialista norte americana, como garantia de perpetuar seus velhos e populosos privilégios.

   Essa elite colonialista e a classe politica vassala, não se importa com o investimento em ciências tecnológicas, na indústria e muito menos com a educação, preferem continuar exportando matérias primas, principalmente produtos agrícolas e minérios, em contrapartida, continua abastecendo o mercado interno com importação de produtos industriais, com valores agregados, provenientes desses países como uma forma compensatória por tentar mantê-los no poder, a exemplo do que aconteceu na Venezuela o ditos patriotas clamam por intervenção dos EUA em nosso país, para manterem seus interesses hoje representados pela extrema direita e companhia.

    Doravante, nas últimas duas décadas iniciou-se uma resistência dos movimentos populares e progressistas em relação à política expansionista norte americana, principalmente, quando este opôs a criação da Área de Livre Comercio das Américas (ALCA), que teve na implantação do MERCOSUL e na ascensão de LULA ao poder seus principais obstáculos. Essa organização de massas representou o balão de ensaio para um projeto autônomo e progressista para a América Latina, que agora sofre um processo de sufocamento, com o posicionamento tendencioso de uma imprensa golpista, que sempre procura marginalizar e criminalizar os movimentos de bases e agora os partidos progressistas, pois esses grupos construíram políticas embrionários que vem dando origem a um novo projeto para os povos latino-americanos e para o sul global

   Nesse processo, a ascensão o Presidente LULA e outras lideranças do sul global de países com a China, a Rússia, Índia, África, Indonésia entre outros, significa um divisor de águas na resistência ao imperialismo americano, bem como uma ameaça, pois essas lideranças através de seu carisma e a implementação de políticas de reparação e afirmação social, despertou um sentimento de resistência e pertence ao povo do hemisfério sul. Não à toa, e sobre tudo na América Latina elas foram uma a uma sendo caçada, presa e correram e ainda correm risco eminente de vida. Mas toda resistência e organização dos movimentos populares de massa tem um significado não apenas emblemáticos, mas práticos. Porém, a direita reacionária, financiada pelo capital estrangeiro tem avançado novamente no continente.

     Todo esse movimento causa uma forte reação das forças conservadores e reacionárias, que gritam de forma raivosa e preconceituosa, acusando nossos líderes de populistas por promoverem à inclusão social e o combate à fome. Mas isso ocorre, porque as elites latino-americanas têm observado que esse revés que vinha sofrendo os Estados Unidos da América no continente sul-americano e no plano global na disputa com a China, debilitará essa classe colonialista e abrirá espaço para os movimentos sociais e governos progressistas. Portanto se você se identifica com esse movimento e se sente indignado com a imposição dessas políticas que expropria o trabalhador e explora as pessoas, seja um ativista do projeto LULA PELA DEMOCRACIA 2026

POR QUE OS PROFESSORES NÃO VÃO PAGAR MAIS IMPOSTO DE RENDA COM O NOVO PISO DO MAGISTÉRIO.

Nesses tempos de lacração nas redes sociais, rola um confusão proposital nas redes sociais de que o governo aumentou o piso do magistério acima de R$ 5.0000,00 pra cobrar IR. então, vou te explicar de forma clara e simples por que os professores não vão pagar mais Imposto de Renda (IR) por causa do aumento do novo piso do magistério, além de mostrar como ficou a nova tabela do IR em 2026 no Brasil.

 

Já é de conhecimento de muitos, que a reforma do Imposto de Renda (Lei nº 15.270/2025) ampliou a faixa isenta do IR, zerando para muitos essa cobrança e reduziu para outros os tributos para quem ganha rendas intermediárias, tornando o imposto progressivo, ou seja, quem ganha mais, vai pagar proporcional a sua renda, o que é justo, tributando a renda e não o consumo. Com as novas regras, muitos contribuintes passarão a pagar menos ou deixam de pagar IR – entre eles em grande parte dos professores. Um professor que recebia piso de cerca de R$ 4.867,77 pagava cerca de R$ 283,14 por mês de imposto em 2025.

 

Já com piso de R$ 5.130,63 em 2026, o mesmo profissional passaria a pagar aproximadamente R$ 46,78 por mês ou nada dependendo das deduções. Contudo, a valor do piso R$ 5.130,63 é o valor bruto, se considerarmos que o IR é tributado em cima do valor liquido, esses professores serão isentos e terão o desconto zerado. Isso porque após o desconto da contribuição previdenciária que é de 14% pra essa faixa, o que daria algo em torno de R$ 718,28 (5.130,63 - 717,28 = 4.412,35) esse valor liquido reposiciona os professores que recebem o Piso a baixo dos R$ 5.000,00, zerando a cobrança do Imposto sobre sua renda. Além da dedução do imposto do INNS, a cada filho menor cadastrado como dependente, o contribuinte pode deduzir R$ 190,00 por dependente.

 

Conclusão: O aumento salarial não causa um aumento real no IR; ao contrário, a maior parte dos professores terão o imposto zerado, e muitos, mesmo que recebam acima dos R$ 5.000,0 e abaixo de R$ 7.350,00 terão a tributação reduzida. Pois a cobrança será progressiva, da seguinte maneira: acima de R$ 7.350 a tabela progressiva atual será aplicada, com alíquotas de 7,5%, 15%, 22,5% e 27,5%. Exemplos: R$ 5.500: Desconto de 75% no IR, passando de R$ 436,79 para R$ 203,13 - R$ 6.000: Desconto de 50%, de R$ 574,29 para R$ 417,85 - R$ 7.000, sem desconto, imposto de R$ 849,29.

 

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